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“Educação digital é saber quando usar e quando não usar a tecnologia.” Assim definiu a advogada Alessandra Borelli, co-autora da coleção “Cidadania Digital”, no curso que ministrou na última segunda-feira para educadores e gerou várias reflexões sobre os limites da internet, cyberbullying, baleia azul, entre outros tantos temas desafiadores.

Alessandra começou contextualizando a tecnologia digital, que está cada vez mais presente em nossas vidas. Lembrou a chegada da internet 2.0, que revolucionou nossa relação com o computador e os celulares trazendo a possibilidade da ação colaborativa e o poder de postarmos conteúdos em nossos perfis pelas redes sociais. Também apontou para a nova tendência: a internet das coisas. “É aquela internet em que nossa geladeira avisa o supermercado que acabou a comida”, exemplificou. Frisou, entretanto, que tudo isso é “meio”, ou seja, nós é que temos de controlar o que queremos com essas mídias, para não nos tornarmos reféns dela.

Um dos pontos abordados no curso foram os jogos digitais. “Eles liberam dopamina e endorfina (hormônios ligados à felicidade) e, então, por que o adolescente vai largar o jogo para trocar pela vida real?”, perguntou. Nesse sentido, a advogada e autora salientou a importância de os educadores colocarem limites, aproveitando aquilo que a tecnologia traz de bom, mas evitando os muitos riscos que há.

Por falar em risco, Alessandra citou uma pesquisa preocupante: 40% das crianças conversam com estranhos por meio da internet e 15% delas tentam se encontrar com esses estranhos. Ela salientou que as famílias (e as escolas) precisam observar e acompanhar a maneira como crianças e adolescentes utilizam essas ferramentas. “A internet quebrou barreiras que tínhamos e hoje não temos mais”, citou.

Para a advogada e autora, a escola precisa se posicionar, inclusive revendo seus regimentos internos e códigos de conduta sobre o uso da novas tecnologias (abrangendo, inclusive, seu corpo docente), buscando as melhores formas de direcionar o uso da internet no contexto pedagógico, bem como estabelecendo claramente os momentos em que o uso do celular é ou não permitido em sala de aula. Segundo Alessandra, práticas efetivas de prevenção, diligência e providências tempestivas mitigam os riscos de incidentes digitais e de responsabilização legal de pais e escolas.

Essas ações, tanto por parte de famílias quanto de escolas, não precisam ser de desespero nem autoritarismo, mas bom senso e aprendizado sobre essas novas ferramentas, que trazem a possibilidade de muitas ações positivas. “Precisamos educar para a empatia na internet também”, frisou, apontando a necessidade de combater as notícias falsas e a intolerância, buscando espaços de maior convivência e respeito.

O curso ministrado por Alessandra Borelli foi o primeiro realizado pela OPEE e oferecido às suas escolas parceiras. No dia 1º de junho, é a vez de Leo Fraiman, autor da Metodologia OPEE, falar da neurociência da motivação. E no dia 12 de junho, mais um curso será ministrado, desta vez pelo jornalista e professor Marcos Brogna, que abordará o desafio da empatia na era pós-digital, focando a temática da diversidade como uma nova fronteira para os espaços educativos presenciais e virtuais. No dia 19 de outubro, Leo Fraiman ministrará outro curso, com a temática da resiliência e superação, desmistificando crenças limitadoras.

Para saber sobre as últimas vagas ainda disponíveis nos cursos e se inscrever, clique em: https://goo.gl/forms/0erBO9FcbooErMkZ2

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