A OPEE

Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo. Essas palavras compõem a sigla OPEE, criada há mais de dez anos pelo psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, a partir da sua prática em salas de aula. No início era apenas apostila construída para ajudar jovens a escolherem a profissão e a construir um projeto de vida sadio, eficaz e feliz. Hoje, é uma editora que publica diversos títulos visando contribuir com a construção de projetos de vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos, presente em centenas de escolas de todas as regiões do Brasil em um universo que ultrapassa os 120 mil alunos.

A OPEE ficou maior que as palavras que compõem o seu nome.

Alinhados com grandes desafios globais das sociedades contemporâneas, buscamos oferecer soluções focadas no autoconhecimento (que desde Sócrates nos desafia a evoluir); no empreendedorismo em sua visão etimológica (do Latim, “empreendere” significa pegar com as mãos, ou seja ter a vida nas próprias mãos); na educação financeira voltada ao consumo consciente; na inteligência emocional junto aos novos caminhos da neuroeducação; nos métodos de estudo para a disciplina necessária ao sucesso pessoal e coletivo; na escolha profissional capaz de evitar a enorme evasão universitária e os índices de descontentamento com o trabalho; na construção da empregabilidade de forma proativa; na reflexão sobre a cidadania no cyberespaço dos tempos digitais; na aproximação de famílias e escolas; nos parâmetros da liberdade com responsabilidade em tempos líquidos e de profusão opinativa (e muitas vezes carregada de ódios e intolerâncias pelas redes sociais); na sustentabilidade prática e cotidiana para que possamos sobreviver junto à biodiversidade; no entendimento e respeito às diversidades e na construção de uma sexualidade e afetividade sadias. Todo este trabalho é permeado e consagrado com o ensino e a prática de valores humanos.

Vivemos um tempo de enormes transformações. Hoje, um ser humano consegue, em apenas um dia, ter acesso ao volume de informações que as pessoas que viveram na Idade Média precisavam de uma vida inteira para acumular. É um bombardeio de dados e novidades em tempo real e ultraconectado, da qual não somos apenas receptores, mas também emissores. As relações, que no passado eram muito verticais, com muitos parâmetros colocados de cima para baixo, hoje se dão mais na horizontal. São tempos líquidos, como já ensinou o sociólogo Zygmunt Bauman, e diante dele temos inteligências múltiplas, como descobriu o psicólogo Howard Gardner. Nosso enorme desafio é transformar a profusão informativa das teias digitais em conteúdo e senso crítico, buscando fazê-lo de forma dialogada, dialética, humana e capaz de entender o universo de estudantes, como dizia Paulo Freire.

O papel do educador, seja ele um professor, um pai, uma mãe, familiar ou um coach, não é mais o de detentor exclusivo de conhecimentos, tampouco de ditador de verdades absolutas. Nosso papel é de mediador do saber, ou, como diria Gil Giardelli, no livro “Você é o que você compartilha”, de “maestro do conhecimento em rede”. Precisamos ser capazes de inspirar nos educandos a vontade de aprender e organizar o caos informativo, transformando-o em ações para o bem comum.

A OPEE acredita que o grande desafio da educação, que se pratica nas escolas, universidades e não só nelas, mas também nas empresas, nos lares e nos mais diversos ambientes, é formar não os melhores do mundo, mas os melhores para o mundo, pessoas capazes de transformar a realidade rumo a vitórias coletivas, construindo um lugar melhor para vivermos, convivermos e nunca deixarmos de aprender.